Buri-SP
02 e 03/07/2026
Nos dias 2 e 3 de julho, o Campus Lagoa do Sino da UFSCar sediou o encontro do Projeto "Água e Bem Viver", iniciativa voltada à construção participativa de soluções para o acesso à água, ao saneamento e ao fortalecimento do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Aldeia Itaxi Mirim, localizada em Paraty (RJ).
O evento reuniu lideranças indígenas, representantes da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), por meio da SESANI/DSEI Litoral Sul, pesquisadores, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, geólogos e especialistas em recursos hídricos, promovendo um espaço de diálogo entre conhecimento científico e saberes tradicionais.
O CEPAE participou ativamente da organização e condução das atividades. No primeiro dia de programação, os participantes conheceram os projetos desenvolvidos pela UFSCar e discutiram propostas para abastecimento de água na Aldeia Itaxi Mirim. Também foram apresentados estudos hidrogeológicos, alternativas para implantação de poços tubulares profundos e estratégias para garantir maior segurança hídrica à comunidade.
À tarde, os visitantes realizaram um tour pelo Campus Lagoa do Sino, onde conheceram tecnologias sociais e projetos de pesquisa que poderão subsidiar futuras parcerias entre a Universidade, a SESANI/DSEI e comunidades indígenas. O roteiro incluiu a apresentação de iniciativas relacionadas ao tratamento de água, saneamento ecológico, gestão ambiental e desenvolvimento sustentável.
Outro destaque foi o debate sobre os desafios enfrentados pela SESANI/DSEI na promoção do saneamento em territórios indígenas e as possibilidades de cooperação técnica com a universidade. A programação também contou com um "Café Cosmológico", momento dedicado às discussões sobre segurança e soberania alimentar, além da construção coletiva do Plano de Futuro (PGTA) da Aldeia Itaxi Mirim, conduzida pelas próprias lideranças indígenas.
No segundo dia, a comitiva seguiu para a Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo, onde foi recebida pelas lideranças locais. A visita técnica possibilitou a troca de experiências sobre sistemas de abastecimento de água, incluindo a apresentação de um poço tubular profundo, soluções emergenciais de bombeamento e técnicas de bioconstrução desenvolvidas pela comunidade.