São Paulo-SP
20/03/2026
Dentro do contexto da parceria que visa avançar para ampliar o acesso à água em comunidades indígenas, professores da UFSCar, campus Lagoa do Sino, técnicos, representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), lideranças comunitárias e empresas envolvidas estiveram reunidos nas Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã, na capital paulista, para definir os últimos ajustes relacionados à perfuração de 16 poços artesianos.
Pela UFSCar, participaram das atividades os professores Jorge Pantoja, Beatriz Gonzalez, Márcio Rogério, além de Ernesto Pallarolas (campus Lagoa do Sino) e Djalma Ribeiro (campus São Carlos).
A agenda técnica teve como foco o alinhamento final de aspectos logísticos e operacionais que antecedem o início das perfurações. Entre os pontos discutidos estiveram a definição dos locais exatos dos poços, critérios de segurança sanitária e estratégias para garantir a sustentabilidade dos sistemas ao longo do tempo.
O projeto pretende ampliar o acesso à água potável, assim como assegurar maior autonomia às comunidades indígenas, reduzindo a vulnerabilidade hídrica em períodos de estiagem e solidificando as condições de saúde e bem-estar das populações locais.
Além da infraestrutura física, também foram debatidas ações de acompanhamento técnico e capacitação comunitária, com o objetivo de garantir que os sistemas implantados possam ser operados e mantidos de forma adequada pelas próprias comunidades.
A iniciativa integra um conjunto mais amplo de ações voltadas à promoção da segurança hídrica em territórios indígenas e consolida o papel da universidade pública na construção de soluções aplicadas a desafios sociais reais. A participação da UFSCar, por meio de seus docentes, discentes e equipe técnica, aponta para o impacto da extensão universitária e da atuação em campo na formação de estudantes e no desenvolvimento de tecnologias sociais.
A previsão é que as obras tenham início ainda na próxima semana, após a finalização dos trâmites técnicos e autorizações necessárias. A expectativa é de que, com a conclusão dos poços, milhares de indígenas sejam diretamente beneficiados nas duas terras indígenas.